Adaptação da Equação de Swing para Inércia Sintética em Fontes Renováveis
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.19461908Palavras-chave:
Inércia Sintética, Inversor Fotovoltaico, Controle Adaptativo de Corrente no Barramento CC, Estabilidade da Rede Elétrica, Conversor Boost, Rastreamento de Ponto de Máxima Potência (MPPT)Resumo
Este artigo apresenta uma nova estratégia de controle para inversores fotovoltaicos de pequeno porte, visando à introdução de inércia sintética no lado da rede elétrica. Com o aumento da participação de fontes renováveis e, consequentemente, a redução da participação de geradores síncronos convencionais, a estabilidade da rede pode ser comprometida, uma vez que inversores fotovoltaicos não possuem inércia inerente. Para contornar esse problema, propõe-se um modelo baseado no controle de corrente do barramento CC, integrando um inversor fotovoltaico monofásico de dois estágios a um conversor bidirecional conectado a um banco de baterias. Esse sistema, quando conectado à rede, atua como uma fonte de inércia sintética, utilizando a carga e descarga das baterias para suavizar transições de potência e melhorar a estabilidade da rede elétrica. O modelo é fundamentado na Equação de Swing dos geradores síncronos, adaptada para inversores fotovoltaicos. A estratégia proposta busca replicar a resposta inercial dos geradores convencionais, reduzindo oscilações e melhorando a resposta dinâmica do sistema. Simulações realizadas em um inversor monofásico de 3 kW demonstram que o método aumenta o tempo de resposta às variações de potência e garante transições mais suaves. Os resultados indicam que essa abordagem pode ser uma solução promissora para ampliar a participação de fontes renováveis na matriz energética global sem comprometer a estabilidade da rede.
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