O "Botão Quântico": A pequena mudança química que vai acelerar seu futuro.
A computação quântica prometia revolucionar a medicina e a criptografia, mas esbarrava em um obstáculo físico: a instabilidade dos materiais. Agora, pesquisadores da Escola de Engenharia Molecular Pritzker (UChicago PME) e da Universidade da Virgínia Ocidental demonstraram uma solução prática. Ajustando ligeiramente a composição de filmes ultrafinos de telúrio e selênio, a equipe conseguiu induzir o estado de supercondutor topológico.
Esses materiais são altamente valorizados porque seus estados quânticos são naturalmente protegidos contra o "ruído" externo que costuma causar erros em sistemas quânticos. Segundo Haoran Lin, autor principal do estudo publicado na Nature Communications, a intensidade das interações entre elétrons pode ser controlada como um botão giratório. Se a correlação for muito forte, o material congela; se for fraca, perde as propriedades. No nível exato, obtém-se a estabilidade ideal.
Além da precisão, os novos filmes operam a 13 Kelvin, uma temperatura significativamente mais alta que as plataformas anteriores, facilitando o resfriamento com sistemas padrão. Essa uniformidade química e facilidade de fabricação posicionam o telureto de ferro e seleneto como a base promissora para os dispositivos quânticos estáveis do amanhã.
Fonte: ScienceDaily
