O Hábito de Segundos que Pode Salvar Seu Coração e Prolongar Sua Vida
Você costuma fugir das escadas e correr para o elevador? A ciência tem um excelente motivo para você repensar essa escolha. Uma pesquisa recente e abrangente, conduzida pela University of East Anglia (UEA) e pelo Norfolk and Norwich University Hospital, no Reino Unido, comprovou que o simples hábito de subir escadas pode aumentar significativamente a sua expectativa de vida.
Os pesquisadores analisaram dados de mais de 480 mil pessoas, acompanhadas ao longo de 14 anos, e os resultados foram impressionantes: indivíduos que sobem escadas regularmente têm 39% menos chances de morrer por doenças cardiovasculares e 24% menos probabilidade de óbito por qualquer outra causa, quando comparados àqueles que evitam os degraus. Além disso, o hábito está diretamente ligado a um menor risco de ataques cardíacos, derrames e insuficiência cardíaca.
Por que isso acontece? Segundo o Professor Vassilios Vassiliou, da Faculdade de Medicina de Norwich (UEA), as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, mas são amplamente preveníveis com estilo de vida. "Subir escadas é uma maneira prática e muitas vezes esquecida de incorporar a atividade física à vida diária", explica.
Diferente de uma ida à academia, que exige planejamento e tempo, subir lances de escada em casa, no trabalho ou no metrô oferece pequenos "picos" de exercício que melhoram a aptidão cardiorrespiratória e reduzem os níveis de colesterol. A Dra. Sophie Paddock, pesquisadora do estudo, reforça: "Mesmo pequenas mudanças têm um impacto mensurável. Se você tem a opção de pegar o elevador ou a escada, vá de escada; isso ajudará o seu coração."
O estudo indica que subir cerca de seis lances de escada por dia já pode oferecer os maiores benefícios. No entanto, os cientistas alertam que a prática deve respeitar os limites de cada indivíduo, não sendo recomendada para pessoas com limitações severas de mobilidade ou problemas articulares graves.
Fonte: University of East Anglia / American Journal of Cardiovascular Drugs (2026).
