Inteligência Artificial Prevê Risco de Melanoma a Partir de Dados Médicos de Rotina
Pesquisadores da Universidade de Gotemburgo e da Universidade de Tecnologia de Chalmers analisaram dados de registros de mais de 6 milhões de adultos na Suécia. O objetivo foi explorar novas formas de prever o risco de melanoma utilizando dados que já constam nos sistemas de saúde, como idade, sexo, diagnósticos médicos prévios, uso de medicamentos e nível socioeconômico. Durante os cinco anos de estudo, 38.582 pessoas (0,64%) desenvolveram a doença.
De acordo com Martin Gillstedt, estatístico e pesquisador envolvido no projeto, as informações disponíveis nas clínicas e hospitais podem ser aplicadas de forma muito mais estratégica. Os testes mostraram que os modelos de inteligência artificial superaram os métodos básicos de avaliação. Enquanto a análise baseada apenas em idade e sexo apresentou uma precisão de aproximadamente 64%, o modelo de IA mais avançado conseguiu distinguir corretamente os pacientes que desenvolveriam melanoma em cerca de 73% dos casos.
Ao cruzar uma gama mais ampla de fatores sociodemográficos e médicos, a IA foi capaz de isolar grupos menores de indivíduos com um risco significativamente elevado. Nesses grupos específicos, a probabilidade de desenvolver melanoma em um período de cinco anos chegou a impressionantes 33%.
Sam Polesie, líder do estudo e dermatologista, destaca que essa triagem seletiva pode otimizar os recursos de saúde, permitindo um monitoramento muito mais preciso e complementar às avaliações clínicas tradicionais. Embora a implementação na prática clínica de rotina ainda dependa de estudos adicionais e decisões de políticas de saúde, os resultados abrem caminho para a medicina de precisão e para estratégias de rastreio de câncer de pele altamente personalizadas.
Fonte: Universidade de Gotemburgo
